Meu partido é um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito que aquele garoto que ia mudar o mundo
Frequenta agora as festas do "Grand Monde"
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia, eu quero uma pra viver!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Pô, é zia?
Não acredito em falsos amores
Palavras bonitas, presentes e flores
Vivo a caminho do desconhecido
Sem rumo, buscando, sempre perdido
O dia passa voando, o hoje amanhã é passado,
Sigo vivendo sempre sem ninguém ao meu lado
Escrevendo aventuras solitárias de um cara são
Que vive em um mundo maluco, por diversão.
Acredito que antes de partir vai aparecer
Alguém que mereça me conhecer
E nesse dia, que ele faça por merecer
A minha confiança, ou vai morrer!
Palavras bonitas, presentes e flores
Vivo a caminho do desconhecido
Sem rumo, buscando, sempre perdido
O dia passa voando, o hoje amanhã é passado,
Sigo vivendo sempre sem ninguém ao meu lado
Escrevendo aventuras solitárias de um cara são
Que vive em um mundo maluco, por diversão.
Acredito que antes de partir vai aparecer
Alguém que mereça me conhecer
E nesse dia, que ele faça por merecer
A minha confiança, ou vai morrer!
terça-feira, 21 de maio de 2013
Mais uma nota
Parecia que o tempo não passava nunca. Mas passou. O tempo sempre passa, essa é a única certeza que a gente tem. Fora a morte, é claro. Mas hoje não quero pensar na morte. Quero pensar é na vida. Na minha nova vida.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Pesa(dele)
Hoje tive mais uma noite daquelas
Ao fechar os olhos, você voltou das trevas
Acreditei que estaríamos juntos novamente
Mas até no sonho você estava diferente
O tempo pode passar,
Não sei se sei esperar.
O vento pode mudar,
Mas o que eu sinto por você nunca vai acabar.
Já estamos denovo quase no verão
É tempo suficiente pro meu coração
Matar a ideia que a gente vai voltar.
Apaguei seu número do meu celular,
Suas fotos tranquei em algum lugar
Onde em mim você preenchia
É agora uma sala vazia
Cheia de lembranças e quinquilharia
Ao fechar os olhos, você voltou das trevas
Acreditei que estaríamos juntos novamente
Mas até no sonho você estava diferente
O tempo pode passar,
Não sei se sei esperar.
O vento pode mudar,
Mas o que eu sinto por você nunca vai acabar.
Já estamos denovo quase no verão
É tempo suficiente pro meu coração
Matar a ideia que a gente vai voltar.
Apaguei seu número do meu celular,
Suas fotos tranquei em algum lugar
Onde em mim você preenchia
É agora uma sala vazia
Cheia de lembranças e quinquilharia
Que me fazem pensar em você
Como algo melhor do que bom
E que agora não vale um tostão
Vou partir pra bem longe
E deixar o que eu queria pra trás
Vou estar bem distante
Mas no fundo vou esperar que você venha atrás
O tempo pode passar,
Não sei se sei esperar.
O vento pode mudar,
Mas o que eu sinto por você nunca vai acabar.
Como faço pra viver assim
Se minha própria mente me engana?
Quando amanheceu e despertei
Estava novamente sozinho na cama.
Como algo melhor do que bom
E que agora não vale um tostão
Vou partir pra bem longe
E deixar o que eu queria pra trás
Vou estar bem distante
Mas no fundo vou esperar que você venha atrás
O tempo pode passar,
Não sei se sei esperar.
O vento pode mudar,
Mas o que eu sinto por você nunca vai acabar.
Como faço pra viver assim
Se minha própria mente me engana?
Quando amanheceu e despertei
Estava novamente sozinho na cama.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
[Ainda sem nome]
Bruno caminhava por sua casa sem saber o que estava
acontecendo. Havia acordado há apenas alguns minutos com dores de cabeça, culpa
da ressaca da noite anterior.
Procurou na escrivaninha e na terceira gaveta encontrou um
analgésico e tomou. Olhou para o longo espelho que estava encostado na parede a
sua esquerda, refletiu, tentou lembrar o que havia acontecido na noite
anterior...
Mais dores.
Resolveu então tomar banho pra ver se aquilo passava de uma
vez por todas. Ligou o chuveiro e começou seu demorado banho quente enquanto
pensava em quão silenciosa poderia ser uma mansão antiga, nas suas idas e
vindas das delegacias de São Paulo e em como sua vida tinha mudado tanto nos
últimos dias. Bruno estava de férias nos Estados Unidos, havia chegado há cerca
de uma semana, depois de longa espera na liberação do seu visto pelo consulado
americano.
Bruno Martins tem vinte e dois anos e é um bon vivant. Nunca
trabalhou ou sequer quis saber disso. Não pretendia fazer nada além de passar
todas as noites percorrendo as baladas e bares de São Paulo atrás de rapazes
para preencher sua cama. Sua rotina baseava em chatear os pais, que bancavam
todas as suas noitadas, cocaína e anabolizantes e sustentavam o seu apartamento
nos Jardins, suas viagens e toda a confusão causada pelo filho problemático.
Foi então que a família recebeu a informação que o irmão de seu pai havia
falecido e deixado pra trás o império da maior empresa de trens do estado de
Ohio, nos EUA.
Bruno agora é o único herdeiro da fortuna deixada por seu
tio, Francisco Martins, um famoso empreendedor brasileiro que se mudou cedo
para os Estados Unidos para tentar “se dar bem” na vida. Além da fortuna, seu
tio deixou pra ele uma mansão localizada próxima a um grande lago chamado Erie
e sua empresa. Com sorte, Francisco conheceu as pessoas certas, no lugar e na
hora certa. Por anos, trabalhou em uma petrolífera no estado da Pensilvânia,
onde vivia, mas se destacou mesmo com investimentos na indústria ferroviária,
principalmente na cidade de Cleveland, onde está localizada a sede da sua
empresa.
Foi então que os pais de Bruno decidiram que o melhor para
ele, seria se mudar para os Estados Unidos e assumir a empresa do tio, para
obter alguma responsabilidade. Bruno sequer discutiu, estava demasiado
“chapado” de maconha no momento da conversa e só concordou. Para ele, seria
apenas mais alguns dias de diversão, porém em solo americano recheado de
gringos solteiros a espera de alguém que pudesse bancar.
Nesse ponto, Bruno sentiu náuseas e vomitou ali mesmo, no
banheiro. Mal havia saído do banho, ainda nu, olhava para o espelho e só via um
reflexo de um rapaz doente.
Se recuperou, tentou não pensar tanto na noite anterior. Foi
então que voltou pro quarto e vestiu sua cueca, uma jeans velha e uma camiseta Calvin
Klein. Espiou pela janela, já estava escuro e provavelmente já passava das 9h
da noite. Lá de cima via-se apenas o carro de seu tio, sem o motorista, as
mansões vizinhas há alguns quilômetros e as luzes de Raccoon City, mais
distante.
Olhou para o quarto a procura de suas botas, mas a visão de
uma bandeija de comida interrompeu sua procura e logo começou a degusta-la. Sua
lasanha já estava fria, deveria ter sido deixada ali há algumas horas. Então Bruno
deixou-a de lado e caminhou até a porta para chamar Mary, a sua empregada.
Ninguém respondeu.
Lembrou-se que nos fins de semana, ela era a única
responsável pela casa. Seu pensamento hedonista lhe fez imaginar que talvez
Mary deveria estar com o George, o motorista, fazendo alguma coisa “errada”, já
que estavam sozinhos na casa com o rapaz.
Caminhou até a beira da escada, sua barriga roncava. Chamou
Mary novamente, sem sucesso.
Então, sem hesitar, gritou. Nada.
Decidiu voltar para o quarto quando ouviu passos. Ao pé da
escada estava Mary, porém diferente. Seus trajes estavam rasgados e sujos.
Bruno se assustou quando Mary começou a subir as escadas
aparentando embriaguez. Cambaleava fazendo ruídos apenas, com os braços
esticados pra frente e os olhos sem vida. Se aproximava cada vez mais de Bruno,
que assustado, recuou até a porta do quarto.
Mary aproximava cada vez mais gritando e Bruno a alertou
para não avançar. Então a empregada avançou sobre o rapaz, derrubando-o no
chão.
Bruno empurrava Mary, mas a mesma o arranhava muito e
parecia tentar morde-lo de qualquer forma. Bruno então se soltou de Mary e
tentou caminhar até as escadas pra pedir socorro. Mary surgiu atrás dele o
empurrando e sem pensar, ele reagiu a empurrando escada abaixo.
Depois do estrondo da queda, Bruno se sentindo culpado
caminhou até a empregada. O corpo imóvel de Mary jazia no chão, sem vida. Então,
verificou que corpo não havia mais pulso ou sinal de respiração. Correu então
até a sala, mas não encontrava o telefone. Abaixou-se, procurou nas gavetas e
nada. Voltou para a porta da sala, e ao chegar ao átrio principal, viu Mary
rastejando em sua direção. Novamente fazia muito barulho, e parecia um animal
atrás de comida. Bruno então subiu as escadas correndo, pois a empregada não
conseguiria subir as escadas nessa situação.
Ao chegar ao topo da escada, se deparou com o motorista. Ele
correu para Bruno do mesmo jeito que Mary havia feito, então Bruno encostou no balaústre
e no exato momento em que o motorista avançou sobre ele, Bruno empurrou o
motorista para o centro do átrio, que o puxou junto. Com a queda, um grande
estrondo.
George, o motorista, estava com o pescoço quebrado e com uma
fratura exposta. Já Bruno, ainda tentava assimilar o que tinha acontecido.
Tentou levantar, mas não conseguia movimentar suas pernas.
Foi então que percebeu que Mary rastejava em sua direção.
Bruno tentou com todas as forças se movimentar, mas tudo era
em vão.
Foi então que...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Photographs
| Já parece que passou tanto tempo... |
All I've got are these photographs
I remember when I used to make you laugh
I don't wanna be stuck in the past
But you're all that I have that I had
And I don't wanna lose what we've felt this far
This is me and you, you're my superstar
I'll give anything baby, here's my heart
My heart... my heart...
quinta-feira, 11 de abril de 2013
O descobrimento de Portugal
Demorei muito pra cair na real, estava anestesiado. Era um daqueles sonhos bobos que temos quando somos criança e nossa mãe escuta e dá risada. A minha dizia "sim, você vai morar fora do Brasil um dia!", pra me confortar, sempre com um sorriso estampado no rosto.
E hoje completo 1 ano desde que cheguei em terras lusitanas. É mais que um sonho realizado, é uma perspectiva e um caminho novo a cada dia. Portugal é um universo único e imensurável, que me surpreende a todo instante.
Lembro-me como se fosse ontem os preparativos, as expectativas... Dei o start! Desliguei-me do Brasil, da família, dos amigos... Fiz questão de visita-los, vê-los antes de embarcar. Foi um tchau bobo, sem cara de despedida, mas que fez molhar alguns dos rostos mais queridos desse mundo. Então, o desconhecido me aguardava. Cheguei e aprendi que não só de bacalhau e bigode, vive o portuga! Terrinha de gente maravilhosa, comida boa, bons "sítios" pra conhecer e uma variedade de coisas que sequer ser explicar. A cada passo, uma nova descoberta. São paredes e ruas que exalam cultura; o ar europeu que inspira qualquer leigo a se interessar por arte e, principalmente, a sensação de estar voltando no tempo a cada edificação que imprime a história de grande parte das nossas origens.
Aprendi que a língua portuguesa é muito mais rica do que imaginava. Ri disso e fiz outros rirem com a nossa diferença de sotaques e significados para as mesmas palavras. Aprendi também a viver por aqui, a fazer compras, a esperar os saldos, a converter e deixar de converter €uros pra Reai$ nos momentos certos.
Vi o tempo passar e senti cada estação com todas as suas características e diferenças bem acentuadas umas das outras, coisa que nunca tinha visto em solo tupiniquim. Senti com o tempo, a saudade e me permiti sentir tudo de bom e de ruim. A dor de passar o natal longe da família, o réveillon agasalhado... Sentei na areia e vi o sol morrer no mar, distante enquanto tomava uma taça de vinho do Porto. Cresci. Desapeguei. Deixei voar e voei. Logo vieram as lições que somente a experiência de morar em outro país lhe proporciona e as várias dificuldades que normalmente um imigrante enfrenta.
Fui (sou) vítima de preconceito por ser brasileiro e aprendi dar valor a minha pátria amada, e a ter o sonho inverso, de poder voltar e viver de um jeito que só quem vive fora de lá pode entender. E para os que ficaram sem notícia minhas, eu estou bem. Vivo bem, sem luxos. Divirto-me, tenho minhas “saídas”, tenho colegas, amigos e pessoas aqui que posso chamar de “família”. Viajo quando dá e sou feliz aqui e com muito pouco. E é uma felicidade que não há cifrões nas entrelinhas pra me iludir e alimentar uma esperança de ostentação de um padrão social. Não tenho carro, utilizo transporte público e adoro andar de metro. (Preciso dizer que não há comparação com o metrô de São Paulo?) Acredito que não preciso dizer também sobre desigualdade, segurança, educação, saúde pública... Vamos falar de coisa boa? Coisa boa é viver sem se preocupar se os móveis da casa onde você vive são seus ou não; é poder apreciar uma visão incrível do lugar em si; é ter papos em cafés com pessoas dos mais longínquos lugares do mundo sobre filosofia e qualquer assunto que renda longas horas de boas risadas; é voltar pra casa a pé às 3h da madrugada sozinho sem ficar com o coração disparado por ouvir passos atrás de ti e o mais importante, é pensar em “trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar”.
Queria poder dividir essa experiência com minha família, meus amigos e que todos no Brasil tivessem isso também!
E que upgrade na vida? Pensar que havia pessoas que sempre cultivaram aquele pensamento limitante de que um garoto de classe média, de uma cidadezinha pequena do interior de São Paulo, sem muita perspectiva de vida não chegaria até aqui. Hoje me orgulho de onde cheguei, não por estar aqui somente, pois não é o fim do caminho, mas por tudo o que passei e por quem me tornei. Por cada conquista, cada puxão de orelha, sorriso, beijo, confidência, abraço, conselho, lágrima, por cada instante. Nunca comprei essa ideia de que “eu não tinha conserto”. Aprendi a ouvir as pessoas, até quando não concordava. Corri atrás do prejuízo e os resultados foram aparecendo aos poucos, no seu tempo. E escrevo isso não é pra provar nada pra ninguém, é pra descer do “salto” (até porque nem tudo são rosas) e agradecer de coração a cada uma das pessoas que estão a ler esse texto hoje. Portanto, obrigado por terem ajudado com um tijolinho na construção desse meu novo caminho e por me aceitarem, me criticarem e por hoje, comemorarem isso comigo.
Estar aqui é apenas o começo da caminhada e quero aproveitar muito ainda esta oportunidade de habitar esse admirável mundo novo. O amanhã a Deus pertence e eu não sei o que me aguarda, mas por hora cá estou e não quero ir embora. O Porto é minha casa e quem quiser conhecer seus encantos, fica aqui o convite! Que venham mais estações!!!
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Atualização: Meu texto foi publicado no blog oficial de língua portuguesa do site My Heritage, rede social especializada em criar e gerenciar árvores genealógicas.
http://blog.myheritage.com.br/2013/04/22-de-abril-o-descobrimento-de-portugal/#.UXW-0GT8pj0
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Você
Essa sensação é tão supercial
Finjo bem que algo sinto
Enquanto isso me faz mal
É, pra mim mesmo minto
Me entrego sem pensar
Para outros divertir
E os faço acreditar
E até mesmo sorrir.
O tempo já parece
Não querer colaborar
Te esquecer é preciso para eu melhorar.
Eu quero acordar, voltar a sentir
O cheiro das rosas, a cor da vida
Sem sua sombra pra me confundir.
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