segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pensa-mento

Se o silêncio não o irritasse tanto
Praguejar em vão depois do desencanto
Domar-se na ira o deixaria sem ação
Mas não sabia
Como esfriar os pensamentos
Sem verbalizar os marimbondos
Prontos pra atacar pela maldita boca
Sábio seria se fechasse!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

As Long As You Love Me

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Conto de Fadas

"Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: -Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
-Nem fo...den...do!"

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

I'm Already Torn


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Pois.

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos… Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. … E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.

Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.

domingo, 13 de janeiro de 2013

De passagem...


Acredito no tempo. Na maturidade, nas coisas engraçadas que acontecem e nos fazem pensar em como nada é por acaso.
Hoje me pego olhando para ele, o tempo, e invés de fazer mais perguntas pra vida, começo a  responder várias outras que me fiz há alguns anos atrás. E o engraçado é que tudo aquilo que eu abominava, eu passei a gostar e vice-versa. Incrível como o tempo para nos mostrar o caminho e mudar nossos valores. Consigo selecionar as pessoas quem que julgo serem boas pra mim, definir meus objetivos e até quando faço algo imprudente, já não é tão insensato como minhas loucuras de anos atrás.
Acho mesmo que isso é reflexo da personalidade que eu construí e que a vida me moldou através das primaveras vividas. O que não mudou, acredito que seja a minha satisfação e minha compreensão com as pessoas. Elas sim, mesmo com o tempo, com disciplina e conhecimento prévio, preparo emocional e paciência, sempre surpreendem.
Mas acho que é isso que é importante na nossa existência: viver e influenciar quem vive a nossa volta. Bem ou mal, as pessoas mudam. E quem venham as mudanças. Que sejamos humildes para aceita-las e tenhamos garra para abraça-las. Certamente, poderemos comemorar nossa evolução no final desse ciclo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

One Day

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Um "pouco" perdido

Aí que você acorda mais um dia se sentindo perdido. Completamente perdido.
Nada mais faz sentido. Nenhum comentário, nenhum desabafo... Nenhum passeio ao por do sol, nenhum texto bonito, nem uma conversa, um café ou um cinema pode fazer você mudar de ideia.
Mas que ideia, se minha cabeça está vazia?
Me pego a pensar no lugar onde pertenço e se pertenço a algum lugar, se possuo algo... Não pertenço a lugar algum. Não tenho sonhos. Me olho no espelho e me vejo um garoto perdido, sem saber o que quer. O ambiente é bem propício pra isso... a distancia da minha casa, da família, dos amigos... além de tudo, a solidão.
A dependência de um papel pra ser aceito em um lugar onde me criticam apenas por ser “de fora”. E eu nem sequer sei o porquê disso.
O desemprego, o desapego, os planos frustrados, as viagens não feitas, o dinheiro mal gasto, o curso que faço aos empurrões... o tempo perdido.
O que fazer se nada é permanente e nada me prende?