Album duplo da cantora chega às lojas
Por Orlando Olivas
Em pleno século 21, a coisa mais difícil de ouvir é: “Nunca ouvi falar de Lady GaGa!”.
Bem ou mal, a cantora norte-americana é o assunto do momento e vem, cada vez mais, conquistando uma legião de fãs por todo o planeta.
Com seu cabelo que está a cada momento de um jeito diferente, e seu visual nada comum, ela fica no topo das paradas a cada música trabalhada. Recentemente ultrapassou a marca de quantidade de singles no topo, deixando Michael Jackson pra trás.
Devido ao sucesso do primeiro cd “The Fame”, a cantora resolveu re-lançar o album em um cd duplo com o nome “The Fame Monster”, que além de 8 novas canções, acompanha todas as faixas do primeiro cd, entre eles “Just Dance”, “Poker Face”, “Lovegame” e “Paparazzi”. Já o novo album é um disco bem temático e algumas faixas tem uma pegada mais sombria, além de um encarte recheado de fotos e letras das suas composições.
Entre as músicas novas, estão “Alejandro” (que é uma homenagem aos seus fãs gays), “Telephone” (dueto com a cantora Beyoncé) e Bad Romance, talvez a canção mais famosa da cantora, e que é considerada por alguns, o hino-pop desta década.
Outro destaque vai para a faixa “Speechless”, que em uma apresentação recente, Lady GaGa a cantou em dueto com Elthon John.
Outros fatos a serem considerados são além de seus clipes chocantes e apresentações que chegam a beirar a insanidade, ela coleciona elogios vindos de vários artistas como Cindy Lauper, Yoko Ono, Kylie Minogue e até os roqueiros da banda Kiss, Marilyn Manson e Ozzy Osbourne.
Segundo os tablóides, a cantora atingiu um nivel de fama tão alto, que pode ser considerada a Madonna dessa geração.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Rendez Vous
Rendez vous é um termo em francês que significa bagunça, bordel, prostíbulo, zona... vulgarmente, pode ser traduzido como muvuca.
Usei este termo para dar ênfase ao estado em que minha mente se encontra.
Estou em um estado de espírito em que minhas emoções se confundem com a razão gerando um choque entre elas. A confusão é tanta, que minhas crises de carência afetiva não podem ser justificadas simplesmente pelo meu transtorno de personalidade diagnosticado há alguns anos.
Na verdade, estou cansado de empurrar tudo com a barriga, a vida, meus relacionamentos.
Deixar o “tudo” pra depois e acabar não vivendo o hoje.
Cansado de concordar que todas as pessoas são promiscuas e indeferente em relação às demais. Que elas continuarão se drogando, mentindo, traindo. Cansado até mesmo de culpar os outros.
Ando mais intolerante do que nunca para o comum, dos sentimentos mundanos e tudo mais.
Tudo tem perdido cada vez mais a graça, meus hobbies me entediam. E eu sinto a constante falta de alguém.
Que pleonasmo é a minha vida, que sarcasticamente chegou a este ponto.
Hoje não consigo pensar no adiante, no amanhã em cumplicidade com alguém... solidão eterna.
E os dias passam...
Usei este termo para dar ênfase ao estado em que minha mente se encontra.
Estou em um estado de espírito em que minhas emoções se confundem com a razão gerando um choque entre elas. A confusão é tanta, que minhas crises de carência afetiva não podem ser justificadas simplesmente pelo meu transtorno de personalidade diagnosticado há alguns anos.
Na verdade, estou cansado de empurrar tudo com a barriga, a vida, meus relacionamentos.
Deixar o “tudo” pra depois e acabar não vivendo o hoje.
Cansado de concordar que todas as pessoas são promiscuas e indeferente em relação às demais. Que elas continuarão se drogando, mentindo, traindo. Cansado até mesmo de culpar os outros.
Ando mais intolerante do que nunca para o comum, dos sentimentos mundanos e tudo mais.
Tudo tem perdido cada vez mais a graça, meus hobbies me entediam. E eu sinto a constante falta de alguém.
Que pleonasmo é a minha vida, que sarcasticamente chegou a este ponto.
Hoje não consigo pensar no adiante, no amanhã em cumplicidade com alguém... solidão eterna.
E os dias passam...
terça-feira, 15 de junho de 2010
A Função Social do Fotógrafo
Por Orlando Olivas
Se uma foto vale mais do que mil palavras, como contar uma história?
É nesse princípio que se baseia certas vertentes da fotografia. Principalmente fotojornalistas sociais que querem não só ilustrar uma notícia ou mascarar a realidade com fotos produzidas, eles procuram dar um tapa na cara da sociedade com fotos cruas e com sentimento.
Desigualdade social, fome, miséria são apenas o alguns assuntos retratados. São milhares de fotos e fotógrafos com o propósito de ilustrar a vida e o cotidiano das pessoas e a simplicidade de suas vidas. Entre eles, o fotografo brasileiro Sebastião Salgado, que é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundo e que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 2001.
"Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado.
Adepto da tradição da "fotografia engajada” , documentou em 10 livros e em várias exposições premiadas pelo mundo, fotografias das vidas dos “deserdados do mundo”. Fotografou vários eventos, entre eles guerras, movimentos e acontecimentos importantes em diversos pontos do planeta, recebendo praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho.
"Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo.", completa Sebastião.
Confira alguns trabalhos de Sebastião Salgado:






Se uma foto vale mais do que mil palavras, como contar uma história?
É nesse princípio que se baseia certas vertentes da fotografia. Principalmente fotojornalistas sociais que querem não só ilustrar uma notícia ou mascarar a realidade com fotos produzidas, eles procuram dar um tapa na cara da sociedade com fotos cruas e com sentimento.
Desigualdade social, fome, miséria são apenas o alguns assuntos retratados. São milhares de fotos e fotógrafos com o propósito de ilustrar a vida e o cotidiano das pessoas e a simplicidade de suas vidas. Entre eles, o fotografo brasileiro Sebastião Salgado, que é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundo e que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 2001.
"Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado.
Adepto da tradição da "fotografia engajada” , documentou em 10 livros e em várias exposições premiadas pelo mundo, fotografias das vidas dos “deserdados do mundo”. Fotografou vários eventos, entre eles guerras, movimentos e acontecimentos importantes em diversos pontos do planeta, recebendo praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho.
"Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo.", completa Sebastião.
Confira alguns trabalhos de Sebastião Salgado:






segunda-feira, 14 de junho de 2010
Da cultura, etc
Danuza Leão
SEMPRE TIVE implicância com algumas palavras, sobretudo com o peso dado a elas, um peso que tema ver quase com o sagrado. A principal delas é cultura, que envolve arte e literatura, entre muitas outras coisas. É perigoso falar desses assuntos, mas esse sentimento existe tão forte dentro de mim que evitá-los seria quase hipocrisia.
Vamos à primeira: cultura. O que é uma pessoa culta? É a que leu todos os livros, esteve em todos os museus, sabe falar, com palavras bonitas - e se forem difíceis, melhor ainda -, sobre os movimentos culturais do passado, do presente e até os que ainda vêm por aí. Sabe tudo sobre história em geral, a Grécia antiga, os romanos etc.; só que para falar sobre essas coisas e passar uma bela impressão de cultura é preciso ter também uma memória privilegiada.
Não adianta um vasto conhecimento sobre todos os assuntos que fazem parte do que se chama cultura, se não tiver memória. Por ter alguma experiência de vida, também implico muito com os "espaços" culturais, talvez por ter visto tanta gente que só tem uma ambição na vida: dirigir um deles. Eles pulam de um para outro e passam a vida às custas da cultura, seja lá isso o que for; são os gigolôs da cultura.Aliás, quem decide o que é e o que não é cultura?
E quem decidiu que esses têm o poder de decretar o que é e o que não é?Há alguma coisa mais vaga do que um centro cultural? E quantos devem existir no Rio e em São Paulo?
Centenas, com toda certeza. Vamos agora à palavra arte; artes plásticas, mais precisamente. Existem, nos dias de hoje, artistas que vendem suas criações por milhares de dólares, e fico feliz por eles. Já outros passam a vida sem conseguir vender um único quadro - olha o exemplo de Van Gogh - e um belo dia passam a ser considerados os melhores da história do mundo.
Eu, que confesso sem nenhuma vergonha não ter um bom olho para a pintura, às vezes gosto do quadro de um pintor famoso, às vezes não; às vezes gosto do quadro de um desconhecido, às vezes não. Mas me recuso a TER QUE gostar de artistas consagrados porque alguns alguéns decretaram que eles são talentosíssimos. Odeio instalações, e me dou ao direito - que todos temos, aliás - de gostar do que eu gosto, sem ir pela cabeça dos críticos.
Agora, a literatura. Escrever, bem ou mal, não dá a ninguém o direito de se achar parte do sagrado mundo literário, e eu gostaria de saber por que razão os críticos da palavra têm o poder de dizer que uma determinada obra é um primor de literatura, ou não. Qual o critério de poder julgar o trabalho dos outros e dizer, do alto de sua sabedoria, o que é bom e o que não é?
Cansei de tentar ler livros altamente considerados como obras-primas e largar nas primeiras páginas, tal o tédio que senti. Aliás, quem quiser se passar por culto é só decorar algumas frases de autores famosos e de vez em quando dizê-las, assim como quem não quer nada, no meio de uma conversa.
Quem decreta que A é um bom pintor, que B é cultíssimo, que o livro C é bom ou ruim? Quem consagraou destrói quem ousa penetrar nesse misterioso mundo da cultura?Quem tem o direito de falar sobre a qualidade do trabalho de um pintor?
Penso que somos, todos nós, únicos, com nossos gostos e preferências, e que devemos olhar para tudo o que é feito em nome da cultura com nossos próprios olhos, e não pelos daqueles que são considerados - não sei por quem - os únicos que sabem.
[Artigo publicado no caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo, edição de 23/05/2010.]
SEMPRE TIVE implicância com algumas palavras, sobretudo com o peso dado a elas, um peso que tema ver quase com o sagrado. A principal delas é cultura, que envolve arte e literatura, entre muitas outras coisas. É perigoso falar desses assuntos, mas esse sentimento existe tão forte dentro de mim que evitá-los seria quase hipocrisia.
Vamos à primeira: cultura. O que é uma pessoa culta? É a que leu todos os livros, esteve em todos os museus, sabe falar, com palavras bonitas - e se forem difíceis, melhor ainda -, sobre os movimentos culturais do passado, do presente e até os que ainda vêm por aí. Sabe tudo sobre história em geral, a Grécia antiga, os romanos etc.; só que para falar sobre essas coisas e passar uma bela impressão de cultura é preciso ter também uma memória privilegiada.
Não adianta um vasto conhecimento sobre todos os assuntos que fazem parte do que se chama cultura, se não tiver memória. Por ter alguma experiência de vida, também implico muito com os "espaços" culturais, talvez por ter visto tanta gente que só tem uma ambição na vida: dirigir um deles. Eles pulam de um para outro e passam a vida às custas da cultura, seja lá isso o que for; são os gigolôs da cultura.Aliás, quem decide o que é e o que não é cultura?
E quem decidiu que esses têm o poder de decretar o que é e o que não é?Há alguma coisa mais vaga do que um centro cultural? E quantos devem existir no Rio e em São Paulo?
Centenas, com toda certeza. Vamos agora à palavra arte; artes plásticas, mais precisamente. Existem, nos dias de hoje, artistas que vendem suas criações por milhares de dólares, e fico feliz por eles. Já outros passam a vida sem conseguir vender um único quadro - olha o exemplo de Van Gogh - e um belo dia passam a ser considerados os melhores da história do mundo.
Eu, que confesso sem nenhuma vergonha não ter um bom olho para a pintura, às vezes gosto do quadro de um pintor famoso, às vezes não; às vezes gosto do quadro de um desconhecido, às vezes não. Mas me recuso a TER QUE gostar de artistas consagrados porque alguns alguéns decretaram que eles são talentosíssimos. Odeio instalações, e me dou ao direito - que todos temos, aliás - de gostar do que eu gosto, sem ir pela cabeça dos críticos.
Agora, a literatura. Escrever, bem ou mal, não dá a ninguém o direito de se achar parte do sagrado mundo literário, e eu gostaria de saber por que razão os críticos da palavra têm o poder de dizer que uma determinada obra é um primor de literatura, ou não. Qual o critério de poder julgar o trabalho dos outros e dizer, do alto de sua sabedoria, o que é bom e o que não é?
Cansei de tentar ler livros altamente considerados como obras-primas e largar nas primeiras páginas, tal o tédio que senti. Aliás, quem quiser se passar por culto é só decorar algumas frases de autores famosos e de vez em quando dizê-las, assim como quem não quer nada, no meio de uma conversa.
Quem decreta que A é um bom pintor, que B é cultíssimo, que o livro C é bom ou ruim? Quem consagraou destrói quem ousa penetrar nesse misterioso mundo da cultura?Quem tem o direito de falar sobre a qualidade do trabalho de um pintor?
Penso que somos, todos nós, únicos, com nossos gostos e preferências, e que devemos olhar para tudo o que é feito em nome da cultura com nossos próprios olhos, e não pelos daqueles que são considerados - não sei por quem - os únicos que sabem.
[Artigo publicado no caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo, edição de 23/05/2010.]
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
O Tempo (Reloaded)
O tempo é uma coisa tão estranha!
Ele muda, esquenta, esfria... Ao mesmo tempo passa, demora pra passar, passa voando... Mas por que o tempo simplesmente não pára?
Ou volta?
Assim seria mais fácil entender o tempo.
O mesmo tempo de uma partida é o tempo da pipoca ficar pronta. Tudo é relativo.
Mas e o tempo? O que isso tem a ver?
Não sei. Acho que estou mesmo é perdendo tempo mesmo escrevendo asneiras a essas horas da madrugada, mas é que sempre quando me pego pensando nele...
Tempos passados... Tempos modernos!
Mesmo se o relógio parar, o tempo continua correndo.
Quando tento pensar no “tempo” do meu fim de semana, penso na relatividade dele.
No tempo, gasto em voltas em shoppings, tempos perdidos no trem e no metrô, tempo gasto pensando em você, tempo de espera na fila da montanha russa, e tempo andando na mesma.
Tempo em que as pessoas olham nos olhos das outras, tempo em que apenas uma palavra faria diferença, tempo em que abro a porta e apenas uma respiração compensa horas de conversas...
Tempos em que sinto raiva, ciúmes, aversão, e principalmente, o tempo nulo que cada emoção que sinto demora a mudar para o seu oposto.
Será que existe tempo para se sentir algo? Ou tempo para deixar de sentir?
Tempo de crescer? Tempo das pessoas pararem de fingir que tudo esta bem?
Vou passar um tempo fora...
Mas esse “tempo” pré-requisitado será um tempo para mim, um tempo de reflexão, maturidade, adaptação... Tempo egoísta por assim dizer.
Todo mundo deveria ter seu tempo, porque, realmente, o tempo é uma coisa muito estranha!
Espero que o tempo passe...
E que venham bons tempos, tempos de paz.
Ele muda, esquenta, esfria... Ao mesmo tempo passa, demora pra passar, passa voando... Mas por que o tempo simplesmente não pára?
Ou volta?
Assim seria mais fácil entender o tempo.
O mesmo tempo de uma partida é o tempo da pipoca ficar pronta. Tudo é relativo.
Mas e o tempo? O que isso tem a ver?
Não sei. Acho que estou mesmo é perdendo tempo mesmo escrevendo asneiras a essas horas da madrugada, mas é que sempre quando me pego pensando nele...
Tempos passados... Tempos modernos!
Mesmo se o relógio parar, o tempo continua correndo.
Quando tento pensar no “tempo” do meu fim de semana, penso na relatividade dele.
No tempo, gasto em voltas em shoppings, tempos perdidos no trem e no metrô, tempo gasto pensando em você, tempo de espera na fila da montanha russa, e tempo andando na mesma.
Tempo em que as pessoas olham nos olhos das outras, tempo em que apenas uma palavra faria diferença, tempo em que abro a porta e apenas uma respiração compensa horas de conversas...
Tempos em que sinto raiva, ciúmes, aversão, e principalmente, o tempo nulo que cada emoção que sinto demora a mudar para o seu oposto.
Será que existe tempo para se sentir algo? Ou tempo para deixar de sentir?
Tempo de crescer? Tempo das pessoas pararem de fingir que tudo esta bem?
Vou passar um tempo fora...
Mas esse “tempo” pré-requisitado será um tempo para mim, um tempo de reflexão, maturidade, adaptação... Tempo egoísta por assim dizer.
Todo mundo deveria ter seu tempo, porque, realmente, o tempo é uma coisa muito estranha!
Espero que o tempo passe...
E que venham bons tempos, tempos de paz.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Mal Estar
Como faze-lo passar?
Esse sentimento, essa vontade de sair gritando?
Por que somos seres que dependemos tanto de afeto para nos completarmos?
Que tipo de ser vivo tem uma fraqueza desse tipo e consegue ser o topo da cadeira alimentar?
Não entendo como isso me afetar tanto.
Ahhhhhhhhhhhhhh...
Esse sentimento, essa vontade de sair gritando?
Por que somos seres que dependemos tanto de afeto para nos completarmos?
Que tipo de ser vivo tem uma fraqueza desse tipo e consegue ser o topo da cadeira alimentar?
Não entendo como isso me afetar tanto.
Ahhhhhhhhhhhhhh...
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