Acordo quando as pessoas já estão almoçando,
Me pergunto o que estão pensando,
Logo levanto e planejo o que será das horas que se seguem,
Mesmo sabendo que será um déjà-vu do dia anteior.
Não sei como suportar, esse eterno sofrimento,
Que não me deixa livre por um momento,
Sem sair do lugar, minha imaginação quer me enganar.
Manipulado, alienado, assim estou condenado,
Nessa eterna súplica por uma mudança...
Um sonho que não será realizado.
As horas se vão, a noite cai,
Eu penso em sair e ver pessoas,
Mas do que adianta ve-las, se permaneço nessa profunda solidão,
Onde esperança é apenas uma lembrança...
Distante...
Destro de uma gaveta de meias, escondida ao lado de um sabonete de cheiro.
As madrugadas enfim,
Trazem o tédio pra mim,
E são longas noites sem fim...
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Carência
Andei pensando a respeito disso. Carência.
Todo mundo tem, não o tempo todo, mas ninguém no mundo pode falar que nunca foi carente nem que fosse por um breve momento.
Carente de amigo, de carinho, atenção... Carente de amor, de sexo.
Agora vai a teoria do mês de junho.
O mês de junho em minha opinião é o pior mês do ano!
O pior dos piores, seguido por Julho, inferno astral.
Continuando...
O mês de junho consegue nos alterar de uma forma que nenhum outro mês consegue.
Primeiro porque é o mês dos namorados. Portanto, se você é do tipo “encalhado” como eu, só se ferra.
Por onde andar, por onde for, você vai ser bombardeado por milhões de mensagens sobre a data. Vai ver seus amigos mais felizes que você trocando presentes, promessas e juras eternas que vão durar mais alguns meses, mas ele tem alguem.
E você? Bom, você vai ler, ouvir, assistir e consumir toda uma infinidade de signos pejorativos que vão te deixar pra baixo, na merda.
Você no fim, fica se sentindo como um lixo, e acaba comprando aquele livro da promoção e dando de presente pra você mesmo, só pra preencher o vazio.
Segundo, porque é o inverno.
Vai chegando junho, começa o frio, você come mais, dorme mais... As pessoas sentem necessidade de ter outra. De dormir juntinho... E mais uma vez, você se sente um bosta.
O cupido parece que tira férias, e os desapegados acabam se encontrando. Muita gente se relaciona pra passar um tempo junto, apenas por pura casualidade... Flecha de cupido? Que nada, isso tá mais pra patada de urso polar.
É só pra esquentar, eu penso. Nada mais. Bah...
Mas o que faz de junho tão abominável é a eterna sensação de falta algo. Que sua vida é incompleta.
E o que pensar nesses momentos? Pra quem pedir conselhos? O que fazer?
É nessas horas que eu paro, e começo a escrever, e quando dou por mim, são 3h48 da manhã, eu já estou com dor nas costas de ficar deitado e escrevendo no notebook de uma forma nada ergonomica, e caio na real: eu continuo sozinho e o pior, carente.
Todo mundo tem, não o tempo todo, mas ninguém no mundo pode falar que nunca foi carente nem que fosse por um breve momento.
Carente de amigo, de carinho, atenção... Carente de amor, de sexo.
Agora vai a teoria do mês de junho.
O mês de junho em minha opinião é o pior mês do ano!
O pior dos piores, seguido por Julho, inferno astral.
Continuando...
O mês de junho consegue nos alterar de uma forma que nenhum outro mês consegue.
Primeiro porque é o mês dos namorados. Portanto, se você é do tipo “encalhado” como eu, só se ferra.
Por onde andar, por onde for, você vai ser bombardeado por milhões de mensagens sobre a data. Vai ver seus amigos mais felizes que você trocando presentes, promessas e juras eternas que vão durar mais alguns meses, mas ele tem alguem.
E você? Bom, você vai ler, ouvir, assistir e consumir toda uma infinidade de signos pejorativos que vão te deixar pra baixo, na merda.
Você no fim, fica se sentindo como um lixo, e acaba comprando aquele livro da promoção e dando de presente pra você mesmo, só pra preencher o vazio.
Segundo, porque é o inverno.
Vai chegando junho, começa o frio, você come mais, dorme mais... As pessoas sentem necessidade de ter outra. De dormir juntinho... E mais uma vez, você se sente um bosta.
O cupido parece que tira férias, e os desapegados acabam se encontrando. Muita gente se relaciona pra passar um tempo junto, apenas por pura casualidade... Flecha de cupido? Que nada, isso tá mais pra patada de urso polar.
É só pra esquentar, eu penso. Nada mais. Bah...
Mas o que faz de junho tão abominável é a eterna sensação de falta algo. Que sua vida é incompleta.
E o que pensar nesses momentos? Pra quem pedir conselhos? O que fazer?
É nessas horas que eu paro, e começo a escrever, e quando dou por mim, são 3h48 da manhã, eu já estou com dor nas costas de ficar deitado e escrevendo no notebook de uma forma nada ergonomica, e caio na real: eu continuo sozinho e o pior, carente.
domingo, 6 de junho de 2010
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
"Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram o melhor de seus equívocos" - Nietzsche
sábado, 5 de junho de 2010
Fotografia na Sociedade
Por Orlando Olivas
Hoje em dia, quando pensamos em fotografia, não pensamos apenas em campanhas publicitárias bem produzidas, com modelos perfeitos, cenários e objetos impecavelmente organizados, casamentos e eventos. A fotografia é necessária, pois ela conta a história de uma epoca.
A fotografia surgiu através do princípio das técnicas da pintura, de experiências realizadas para colocar no papel a imagem obtida através da luz e processos físicos e químicos.
Independentemente do motivo usado para se fotografar, sejam recordações de família, amizades, férias, a fotografia tem a válida função de congelar os momentos da nossa história para que sejam lembrados no futuro.
Atualmente, as pessoas passaram a ter uma nova visão sobre a fotografia. Começaram então a caputar imagens visando mostrar a condição humana, seja denunciando a sociedade ou registrando a história. Exemplos disso são fotografias de manifestações políticas, movimentos como Diretas Já, as copas do mundo etc. Para este tipo de fotografia e a sua função na sociedade, denominamos fotojornalismo.
Já a área publicitária, como já citada, ela tem a função essencial de tentar representar fielmente o produto e despertar no cliente o desejo de possui-lo. Exemplos são fotos de modelos com as roupas de uma determinada marca, veículos, entre outros recursos como banners, folders etc.
Com os avanços tecnológicos, a fotografia passou a ser utilizada em áreas como educação e até mesmo, saúde. Na medicina é possivel fazer imagens para identificar doenças, assim como, na biologia, estudar vegetais e outros seres. Ela é uma forma de conservar informações e características do objeto captado durante a ação do tempo.
Dentro da sociedade existem ainda diversas funções da fotografia além dessas citadas. Portanto, independente da função pretendida, o importante é saber fazer uso da imagem e desta forma colaborar para o despontamento de novos rumos para a fotografia.
Hoje em dia, quando pensamos em fotografia, não pensamos apenas em campanhas publicitárias bem produzidas, com modelos perfeitos, cenários e objetos impecavelmente organizados, casamentos e eventos. A fotografia é necessária, pois ela conta a história de uma epoca.
A fotografia surgiu através do princípio das técnicas da pintura, de experiências realizadas para colocar no papel a imagem obtida através da luz e processos físicos e químicos.
Independentemente do motivo usado para se fotografar, sejam recordações de família, amizades, férias, a fotografia tem a válida função de congelar os momentos da nossa história para que sejam lembrados no futuro.
Atualmente, as pessoas passaram a ter uma nova visão sobre a fotografia. Começaram então a caputar imagens visando mostrar a condição humana, seja denunciando a sociedade ou registrando a história. Exemplos disso são fotografias de manifestações políticas, movimentos como Diretas Já, as copas do mundo etc. Para este tipo de fotografia e a sua função na sociedade, denominamos fotojornalismo.
Já a área publicitária, como já citada, ela tem a função essencial de tentar representar fielmente o produto e despertar no cliente o desejo de possui-lo. Exemplos são fotos de modelos com as roupas de uma determinada marca, veículos, entre outros recursos como banners, folders etc.
Com os avanços tecnológicos, a fotografia passou a ser utilizada em áreas como educação e até mesmo, saúde. Na medicina é possivel fazer imagens para identificar doenças, assim como, na biologia, estudar vegetais e outros seres. Ela é uma forma de conservar informações e características do objeto captado durante a ação do tempo.
Dentro da sociedade existem ainda diversas funções da fotografia além dessas citadas. Portanto, independente da função pretendida, o importante é saber fazer uso da imagem e desta forma colaborar para o despontamento de novos rumos para a fotografia.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Lápide de Carrie
"...Now I wish I could write you a melody so plain
That could hold you dear lady from going insane
That could ease you and cool you
And cease the pain
Of your useless and pointless knowledge..."
("Tombstone Blues" - Bob Dylan)
That could hold you dear lady from going insane
That could ease you and cool you
And cease the pain
Of your useless and pointless knowledge..."
("Tombstone Blues" - Bob Dylan)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Os Espelhos
Clarice Lispector
O que é um espelho? Não existe a palavra espelho - só espelhos, pois um único é uma infinidade de espelhos. - Em algum lugar do mundo deve haver uma mina de espelhos? Não são precisos muitos para se ter a mina faiscante e sonambólica: bastam dois, e um reflete o reflexo do que o outro refletiu, num tremor que se transmite em mensagem intensa e insistente "ad infinitum", liquidez em que se pode mergulhar a mão fascinada e retirá-la escorrendo de reflexos, os reflexos dessa dura água.
O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios. - Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre em frente sem parar: pois espelho é o espaço mais fundo que existe. - E é coisa mágica: quem tem um pedaço quebrado já poderia ir com ele meditar no deserto. De onde também voltaria vazio, iluminado e translúcido, e com o mesmo silêncio vibrante de um espelho. - A sua forma não importa: nenhuma forma consegue circunscrevê-lo e alterá-lo, não existe espelho quadrangular ou circular: um pedaço mínimo é sempre o espelho todo: tira-se a sua moldura e ele cresce assim como água se derrama.
O que é um espelho? É o único material inventado que é natural. Quem olha um espelho conseguindo ao mesmo tempo isenção de si mesmo, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade é ele ser vazio, quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem - então percebeu o seu mistério. Para isso há-de se surpreendê-lo sozinho, quando pendurado num quarto vazio, sem esquecer que a mais tênue agulha diante dele poderia transformá-lo em simples imagem de uma agulha.
Devo ter precisado de minha própria delicadeza para não atravessá-lo com a própria imagem, pois espelho que eu me vejo sou eu, mas espelho vazio é que é espelho vivo. Só uma pessoa muito delicada pode entrar num quarto vazio onde há um espelho vazio, e com tal leveza, com tal ausência de si mesma, que a imagem não marca. Como prêmio, essa pessoa delicada terá então penetrado num dos segredos invioláveis das coisas: Vi o espelho propriamente dito.E descobri os enormes espaços gelados que ele tem em si, apenas interrompidos por um ou outro alto bloco de gelo.
Em outro instante, este muito raro - e é preciso ficar de espreita dias e noites, em jejum de si mesmo, para poder captar esse instante - nesse instante consegui surpreender a sucessão de escuridões que há dentro dele. Depois, apenas com preto e branco, recapturei sua luminosidade arco-irisada e trêmula. Com o mesmo preto e branco recapturei também, num arrepio de frio, uma de suas verdades mais difíceis: o seu gélido silêncio sem cor. É preciso entender a violenta ausência de cor de um espelho para poder recriá-lo, assim como se recriasse a violenta ausência de gosto da água.
O que é um espelho? Não existe a palavra espelho - só espelhos, pois um único é uma infinidade de espelhos. - Em algum lugar do mundo deve haver uma mina de espelhos? Não são precisos muitos para se ter a mina faiscante e sonambólica: bastam dois, e um reflete o reflexo do que o outro refletiu, num tremor que se transmite em mensagem intensa e insistente "ad infinitum", liquidez em que se pode mergulhar a mão fascinada e retirá-la escorrendo de reflexos, os reflexos dessa dura água.
O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios. - Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre em frente sem parar: pois espelho é o espaço mais fundo que existe. - E é coisa mágica: quem tem um pedaço quebrado já poderia ir com ele meditar no deserto. De onde também voltaria vazio, iluminado e translúcido, e com o mesmo silêncio vibrante de um espelho. - A sua forma não importa: nenhuma forma consegue circunscrevê-lo e alterá-lo, não existe espelho quadrangular ou circular: um pedaço mínimo é sempre o espelho todo: tira-se a sua moldura e ele cresce assim como água se derrama.
O que é um espelho? É o único material inventado que é natural. Quem olha um espelho conseguindo ao mesmo tempo isenção de si mesmo, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade é ele ser vazio, quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem - então percebeu o seu mistério. Para isso há-de se surpreendê-lo sozinho, quando pendurado num quarto vazio, sem esquecer que a mais tênue agulha diante dele poderia transformá-lo em simples imagem de uma agulha.
Devo ter precisado de minha própria delicadeza para não atravessá-lo com a própria imagem, pois espelho que eu me vejo sou eu, mas espelho vazio é que é espelho vivo. Só uma pessoa muito delicada pode entrar num quarto vazio onde há um espelho vazio, e com tal leveza, com tal ausência de si mesma, que a imagem não marca. Como prêmio, essa pessoa delicada terá então penetrado num dos segredos invioláveis das coisas: Vi o espelho propriamente dito.E descobri os enormes espaços gelados que ele tem em si, apenas interrompidos por um ou outro alto bloco de gelo.
Em outro instante, este muito raro - e é preciso ficar de espreita dias e noites, em jejum de si mesmo, para poder captar esse instante - nesse instante consegui surpreender a sucessão de escuridões que há dentro dele. Depois, apenas com preto e branco, recapturei sua luminosidade arco-irisada e trêmula. Com o mesmo preto e branco recapturei também, num arrepio de frio, uma de suas verdades mais difíceis: o seu gélido silêncio sem cor. É preciso entender a violenta ausência de cor de um espelho para poder recriá-lo, assim como se recriasse a violenta ausência de gosto da água.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Imperecível
Com você eu fico livre até pra deixar que a minha fragilidade apareça
Tantos anos se passaram e seus olhos não me mostram mais tanta certeza
Por isso eu resolvi encerrar o nosso prazo
Pra ver você sorrindo sem ter que invadir o seu espaço
Com você tudo tomou uma forma estranha com cara de insegurança
Alguns minutos se passaram
Mas eu carreguei comigo uma espécie de mudança
Por isso eu resolvi desfazer o nosso laço
Pra não deixar o tempo pôr as suas mãos no nosso frasco lacrado
Entre você e eu ficou quase tudo intocado
Mesmo que a nossa casa caia de repente
Você vai continuar, aqui, intacto
Na minha vida
Na minha cabeça confusa
A sua vida imprevisível
Deixou a nossa validade invisível
E o meu amor imperecível
Tantos anos se passaram e seus olhos não me mostram mais tanta certeza
Por isso eu resolvi encerrar o nosso prazo
Pra ver você sorrindo sem ter que invadir o seu espaço
Com você tudo tomou uma forma estranha com cara de insegurança
Alguns minutos se passaram
Mas eu carreguei comigo uma espécie de mudança
Por isso eu resolvi desfazer o nosso laço
Pra não deixar o tempo pôr as suas mãos no nosso frasco lacrado
Entre você e eu ficou quase tudo intocado
Mesmo que a nossa casa caia de repente
Você vai continuar, aqui, intacto
Na minha vida
Na minha cabeça confusa
A sua vida imprevisível
Deixou a nossa validade invisível
E o meu amor imperecível
terça-feira, 1 de junho de 2010
Uma frase...
"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
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