quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Swifitie

 

In the quiet, I can still hear the sound,
Of our love that once was all around.
Like a song that played for years,
Now it's just the echo of our tears.

"We could have been happy, maybe"
But time has left us feeling shaky.
"I remember it all too well,"
The way we rose, the way we fell.

We moved countries, you and I,
For a love we swore would never die.
But like "the last time," it slipped away,
And now we're strangers on a different day.

Our dog’s gone too, "the best days were with you,"
But now it’s "something I can’t undo."
He was there for every fight and fall,
Now it’s just me missing it all.

"If I could go back," I sometimes think,
But the past is gone in just one blink.
Ten years we'd mark, but the clock’s run dry,
All that’s left is the question, why?

"I bet you think about me" sometimes,
In the echoes of our favorite rhymes.
But like "the story of us," we’re pages turned,
And in the end, it’s the lessons learned.

So here I am, "haunted" by the past,
Holding on to moments that didn’t last.
"We are never ever getting back together,"
But my heart will carry you forever.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Pequeno Desabafo depois de tanto tempo...


Dez anos passaram como vento suave,
Mudamos de país, sonhos no olhar,
Casamos, criamos nosso cãozinho amado,
E juntos, pensei, iríamos sempre estar.

Mas agora te vejo tão distante,
Cuidando do corpo, esquecendo do sentir,
O que antes era nosso, ficou no passado,
E eu ainda aqui, sem saber como partir.

Sinto falta do amor que se foi,
Das promessas que fizemos sem fim,
O vazio que você deixou,
Ainda ecoa profundo dentro de mim.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Mom

 

A decade has passed since you slipped away,
Yet it feels like yesterday you’d make me laugh,
Your voice, your wit, the things you’d say—
Mom, I miss our every playful chat.

Part of me is selfish, I know it’s true,
I blame you sometimes for leaving too soon,
But deep down, I know it’s just the pain,
Wishing I could talk to you again.

I still hear your laughter in the breeze,
And feel your love in moments of peace.
Though you’re gone, you’re never far,
Forever with me, my guiding star.

domingo, 15 de setembro de 2024

Untitled

A decade passed, and here I stand,

In the silence where we planned.

We crossed borders, built a life anew,

But somehow, the distance grew.


A journey carved in lands unknown,

In search of love, a place called home.

We laughed, we fought, we found our way,

Yet all that's left is yesterday.


Ten years we'd mark, if time stood still,

But now the void I cannot fill.

The echoes of our shared embrace,

In memories, I see your face.


Our dog, who once brought light and cheer,

Now rests, but still feels near.

He was there through every storm,

A witness to a love once warm.


And though we've walked on separate roads,

A part of me still bears the load.

Of what we had, of what was lost,

Of love and dreams and what they cost.


In quiet moments, I still long

For what we had, for where we belong.

A decade passed, and though we're through,

A part of me still misses you.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Rascunho

As vezes me sinto um pedaço de nada
Jogado por aí, perdido
Como se a vida estivesse estagnada
E meu futuro fodido

Criei expectativas por toda a vida
De que algo iria acontecer
Mas percebi que que apesar de corrida
A espera nunca iria desaparecer

Pensamos que somos destinados
A um futuro maravilhoso
E ficamos sentados
Com o tempo correndo, todo orgulhoso

Nos damos conta tarde demais
Que o passado já era, o que vem que importa
E nunca tarde pra correr atrás
Levantar, planejar e abrir a porta.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Happy Valentines

Num dia como esse, quando a sociedade te cobra mais um protocolo com várias posturas e comportamentos, demonstrações públicas de afeto, gastos exarcebados para provar um sentimento e enfeitar as redes sociais de corações apaixonados, resolvi parar e avaliar muita coisa dentro de mim e colocar pra fora, pois pode ser uma questão de utilidade pública. Tenho 28 anos de vida e vivência em vários relacionamentos diferentes, em lugares e com pessoas distintas, o que me deu uma certa resistência à entrar em novos relacionamentos sem me permitir ter um tempo de reflexão. Por isso quando penso nesse tema, escrevo algo como se fosse um lembrete pra mim. (Por favor, espero que ninguém se sinta ofendido achando que é indireta porque tô de boa em relação à vida e não distribuindo carapuças para serem vestidas).

Manual de Valentines (dia dos namorados):

- De presente sem esperar receber, não em um dia específico, mas num dia aleatório, no meio do horário do almoço. Nem que seja uma ligação. Uma flor roubada ou um bilhete num pedaço de papel.

- Não crie expectativas. E não cobre do outro as expectativas criadas por você. É chato, não é legal, vc vai sofrer e o outro vai pensar "WHAT?".

- Seja frontal com o que sente e com o que não sente. Sem mimimi. Se tá afim de ficar junto, ok, seja claro. Se tá afim de ficar trocando nudes com os amiguinhos na Internet, seja claro também. Mas fala isso no começo, não espera morar junto, ok? Rs

- Se for pra ser outro relacionamento abusivo, nem deixe rolar. Só quem já passou por um sabe o que NÃO quer em um relacionamento.

- Saiba respeitar a distância e o tempo do outro lado. Seja tempo pra pensar, tempo de ficar sozinho, tempo pra responder no whatsapp quando o outro está trabalhando ou até mesmo, quando a diferença de idade faz a diferença.

- Se tiver sufocando, pula fora. Nada de ficar junto porque tá dependente financeiramente, emocionalmente, por que tem cachorro, gato ou porque gosta muito da família. Você está junto por que QUER e não porque PRECISA. Não seja idiota!

- Não use criação dos pais, país de origem ou até mesmo seu signo como subterfúgio para justificar suas falhas. Se você é babaca, não é porque nasceu com sol em "frieza" e com ascendente em "soberba".

- Pare de achar que o outro vai pensar isso ou aquilo. Vc não é professor Xavier ou Jean Grey e vai se privar de ser feliz por medo?

- Não espere alguém igual a você. Pessoas são diferentes. Então tenha em mente que você está sendo aceito por alguém com seus defeitos e diferenças porque esse alguém quer e vice-versa, a escolha é SUA.

- Não creie que todo relacionamento é eterno e você conhece seu parceiro 100%. Não perca o interesse por você, sobre seus sonhos. Construam sonhos juntos, mas mantenha seus valores e sua opinião, senão você vai virar um fantasma e viver sem perceber que o tempo passou. E ele passa. E você percebe que vc tem que dividir a cama, as contas e suas horas, com seu melhor amigo, não com o príncipe encantado.

- Diga mais o que pensa, não se critique demais por ser romântico.
-
- Saiba perdoar. Não cultive rancor. Se não for ter um grande amor, pode ter no futuro um grande amigo.

- E se não deu certo, não insista em voltar. Se não rolou uma vez, certamente não dará de novo. É uma cilada, Bino!

- Certifique-se que está bem psicologicamente antes de começar um relacionamento. Isso ajuda evitar muita dor de cabeça.

- E por fim, fique com alguém que te faça rir. Alguém que conte piada, te corrige quando fala algo errado, que te faça sentir parte de algo, não menos, não mais. De inseguranças já estamos cheios sozinhos, não precisamos de alguém pra cultivar isso dentro de nós.


Acho que é isso. Sejam felizes amiguinhos. Se amem muito e tenham um feliz dia de São Valentim! ❤️

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Daniele

Hoje eu vou desafinar
Vou correr, me esquivar
Vou fugir de qualquer jeito
É que a saudade tá gigante,
Do tamanho de elefante
Aqui dentro do meu peito

Cada dia um pensamento,
Uma lembrança, sentimento
E você volta de mansinho
Acho que eu tô pirando
Estou te vendo e te escutando,
Mas é só no meu mundinho

Sei que você se foi e não vai voltar,
Na minha cabeça eu lembrar
Das risadas, seu cheiro, o carinho
Então vem comigo e fica mais um pouquinho.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A geração que tudo idealiza e nada realiza

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.
Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.
Entendemos que as bicicletas podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thrru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.
Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.
Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.
Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.
Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.
Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.
Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz